Serenidade

 

Serenidade

 

O ser humano busca intimamente estar em paz, tranquilo e satisfeito em todas as áreas de sua vida. Pelo menos essa é talvez, sua visão simplista do ideal de vida.

Contudo, será mesmo possível e mais, será mesmo saudável ter essa constante paz em sua jornada evolutiva? 

Seria a paz eterna o melhor meio de viver vida após vida, momento após momento? 

Será mesmo que os aprendizados viriam como devem vir, apenas pela paz?

Imagino que em sua mente, a resposta é bem clara de que a respostas a essas perguntas é não. 

A paz é desejável, é claro. Mas ela é melhor sentida nos finais de ciclos de aprendizados. Para em seguida, ser perturbada voluntariamente ou não a fim de que novos rumos sejam tomados, novas experiências sejam vividas, absorvidas e finalmente emancipadas levando ao novo momento de paz e tranquilidade por atingir o objetivo traçado.

As perturbações da vida são necessárias para que exercitemos nossa inteligência, para que aprendamos com os erros e finalmente, alcancemos um novo patamar evolutivo.

Certo. Mas o que isso tudo tem a ver com serenidade? Aliás, o que seria a serenidade em nossas vidas? Não seria o mesmo que ter paz? Quem tem serenidade não tem paz?

Não exatamente… A serenidade é uma ferramenta para alcançar a paz, um meio, e não a própria paz. Dificilmente estamos em paz quando passamos pelas turbulências da vida. Para isso acontecer, é preciso usar da serenidade conquistada em nosso caminho evolutivo para nos fortalecer intimamente e assim, ter paz de espírito para vencer os obstáculos. 

É possível ser sereno em meio a dor, às injustiças, diante das perdas mais caras ao nosso coração. Quando o ser humano consegue estar sereno ante as tribulações da vida, a paz é alcançada de forma menos sofrida, quiça, até mais fácil. 

Diante disso, é importante compreender, que a serenidade deve ser uma conquista. Entre tentativas, erros e acertos. Com as experiências e os esforços do espírito imortal, a serenidade vai se instalando como parte do ser, fortalecendo-o diante das batalhas. 

É fácil entender essa evolução quando lembramos de nossa infância. Dos nossos medos daquela época. Muitos destes medos eram apenas por falta de vivência de vida, do desconhecimento. Quando passamos a entender os processos, os acontecimentos, aquele medo se desfaz, porque nos fortalecemos, evoluímos e agora a serenidade sobre aqueles acontecimentos que nos acometiam os receios, está solidificada. 

Assim, mais do que tudo, aquele ser humano que é sereno, também é aquele que se apropria dos conhecimentos da vida eterna. Quanto mais conhece sobre as leis divinas, sobre a ciência universal, mais sereno se torna.

Portanto, a serenidade é conquista moral, intelectual decorrente de nossas experiências naturalmente adquiridas pelo caminho evolutivo.

 

Irmã Celine

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