O Jardim das Emoções
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O Jardim das Emoções
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Semana Santa… Campo da Paz… Todas as idades presentes, desde o mais tenro bebê até a madureza mais experiente! Os planos da vida também se entrelaçaram neste momento tão esperado pelos vivos na matéria e pelos vivos na divina morada.
A natureza dava o tom com suas cores, simplicidade e beleza! As emoções foram se abrindo a cada novo coração que chegava aquele recanto de paz. Para um que chegava, outros tantos deste lado também adentravam ao ambiente. Uns para proteger, outros para aprender, outros para receber orientações, tratamentos e auxílios diversos.
Deste lado o trabalho foi tão intenso quanto do lado de vocês! Emoções à flor da pele, como diriam os mais antigos, ou emoções em todas as suas cores, como dizemos aqui!
Cada detalhe era inspiração e cada inspiração recebia um retorno para o plano de lá e de cá. Entretanto, a inspiração maior era de sentir cada respiração, cada sorriso ou lágrima, cada fala ou falta dela. Cada olhar e caminhar. Cada mergulho nas águas salutares, cada passo em meio a natureza, cada nota musical, cada brincadeira e gentileza!
Sabemos que não há perfeição, mas a harmonia e a vontade de acertar e fazer o melhor superaram as dificuldades, os pensamentos contrários e redirecionaram as emoções que estavam em desequilíbrio.
Jesus e Maria abriram os caminhos mentais, quebraram as correntes dos corações endurecidos, na interpretação dos atores que o fizeram, as bailarinas das emoções desbloquearam os cadeados do sentir, inspirando a todos que enxergassem que cada emoção tem seu valor, sua importância para o crescimento do ser e… Embora a alegria seja o desejo de todos nós, o futuro que desejamos, necessitamos das demais emoções para chegar a destino final do sorriso fácil, mas não do sorriso efêmero e cheio de ilusões!
A largada foi então dada ao receberem as chaves do coração, pequena no tamanho, mas gigante para abrir as portas do sentir! O preparo continuou nas reflexões, no brincar como qualquer criança, mostrando que a vida pode sim, ser menos complicada e que o brincar não é “brincadeira”, mas libertação! Que o brinquedo é vida e tesouro de cada coração e que acende a luz da vida ao tê-los por lembrança do sentir! Uma multidão de crianças do lado de cá se misturou às crianças e jovens daí. Crianças que sofreram e sorriam na Terra e que chegaram aqui sentindo-se sós, mas cheias de vontade de sentirem-se amadas!
Quando a criança de cada um falou para o seu “eu presente”, choramos e sorrimos daqui, pois as crianças que fomos se libertaram e compreenderam que era seguro crescer sem deixar de brincar e de viver com tudo que podemos!
A noite chegou e o coração já mais leve necessitava de orientações que vieram pela arte, numa história tocante, com alegria e destreza marcantes! Artistas médiuns que não tiverem receio de sentir cada sentimento da vida. Estes foram médiuns das belezas da arte, de forma lúdica, saudável e mágica, falaram ao coração de todos ali presentes. Numa plateia que superou as expectativas, a história adaptada da obra clássica do Pequeno Príncipe se comunicou com todas as idades, tocando corações, lembranças já esquecidas, numa catarse presente em todos os planos da vida. A sintonia do palco, criou uma sintonia espiritual que subiu aos céus que devolveram energias num tratamento necessário não só aos presentes, mas aos que necessitavam em regiões próximas e até mesmo distantes aos olhares... Tudo transmitido a outras paragens para aqueles que ali não tinham condições de comparecer. Fosse ali perto, ou a quilômetros de distância. Neste lado do mundo ou do outro lado. Onde havia como a mensagem chegar, ela chegou, de algum modo, com explicações que fogem da minha alçada, mas que recebemos informações que deixam nossos corações quentinhos!
Assim se encerrou a primeira noite e surgiu logo o próximo dia. De ânimos renovados, todos ali se concentraram para fechar o ciclo da reflexão que culminou mais uma vez com a imagem do Mestre e sua genitora ao lado das emoções, agora vistas como libertadoras e não âncoras da alma…
E na alimentação abençoada de cada intervalo, foram direcionados substâncias invisíveis aquela coletividade presente para suprir a mente, o coração e o corpo, fortalecendo-os para a rotina. Imagino que quando lerem estas linhas, alguns já devem ter sentido algo diferente em seu corpo nestes primeiros dias. Alguns podem até ter resfriados, ou alguma crise encefálica, ou mesmo digestiva nestes primeiros dias… Contudo, não se assustem, são o efeito da comida do corpo e da alma que receberam. Para uns funciona como uma limpeza, por isso, pode acontecer alguma pequena enfermidade nos próximos dias… Para outros, pode parecer que tomaram um energético que durará dias ou até mesmo algumas semanas…
Voltando ao relato… Após o lazer respeitoso e agradável, reunimos para as oficinas vespertinas! Tudo tem o seu porquê de ser... E cada jovem ou adulto que ficou num grupo que não era a sua vontade, foi por uma verdadeira necessidade.
Foi a verdadeira catarse de todas as reflexões realizadas e colocadas em prática pela arte num processo terapêutico em coletividade. Ah! Que saudade de estar com vocês aí galera! Fazendo toda essa arte! Cantando, desenhando, pintando, tocando, sorrindo, batendo palmas, curtindo!
Enfim, a reta final, a palestra tão bem integrada com o evento e que levou com sensibilidade a reflexões tão aguardadas! Ainda tivemos mais cedo o coral que elevou às alturas o sentimento de todos, libertando as mentes ainda obscurecidas pela falta de sensibilidade e empatia!
Vieram as apresentações sempre tão esperadas! Momento de dar voz a quem quer falar, mostrar seus talentos e contribuir, ensinar também, pois é o ciclo da vida. Hoje estamos como mestres, daqui a uma hora somos aprendizes! E de que forma melhor do que aprender com ludicidade, com respeito e harmonia? É claro… É preciso ter cuidado com algumas brincadeiras para não ferir os corações mais sensíveis… Fique registrado, que houve momentos (rápidos e quase imperceptíveis) de brincadeiras não muito engraçadas e pertinentes… Nada muito grave, mas que deve ser cuidado e observado pelos responsáveis… Estamos na era do espírito em que temos que assumir as responsabilidades e ter sensibilidade para com todos... Falo por mim que era mestre em fazer brincadeiras e nem sempre eram as melhores para os corações alheios… Tenho alguns arrependimentos neste sentido, ainda hoje…
Encerraram-se as atividades direcionadas e veio o sempre tão esperado luau! É certo que alguns trabalhadores daqui e daí ainda estavam a postos trabalhando na desmontagem ou encaminhamento de amigos e irmãos acolhidos em toda essa movimentação do jardim das emoções! Luau que cada vez mais tem sido uma usina de energia positiva, um exemplo para almas endurecidas, ou perturbadas que acreditam que a alegria e a felicidade só acontece através do uso de substâncias entorpecentes do corpo… Ao averiguar que é possível aproveitar as boas companhias e dançar ou conversar ou mesmo só estar ali em harmonia, percebem que é possível viver e aproveitar a vida de outra forma, sem efeitos colaterais para o corpo e para a alma.
Ainda aqui, é preciso sempre o cuidado, pois no meio da alegria, por vezes ela se extrapola de forma invigilante quando não se guarda no coração os bons sentimentos e pensamentos de desilusão. Mas este é só um alerta para não esquecermos, pois desta vez o que se viu foi o resultado da boa organização e direcionamento de todos os responsáveis pelo evento!
Assim, o Jardim das Emoções tocou os corações de todos os planos da vida! No outro dia, o lazer tão aguardado por muitos, ou o retorno para casa com almas “lavadas”, renovadas, iluminadas e esperançosas de que a vida sempre vale a pena! Para nós que estamos do lado de cá, percebemos isso claramente!
Nem sempre é fácil ver o que vemos daqui. Percebemos muitas vezes, o estado de alma de cada um. Pois atrás da aparente alegria, e coragem, ou serenidade, não é incomum, vermos a desesperança, a solidão, o abandono, a depressão… E o Jardim das Emoções foi fundo para auxiliar a educar estes sentimentos na medida certa. Ao menos para reequilibrar os pensamentos, as energias e a vontade de viver! Acordando e cuidando da criança interior que estava para muitos, trancada no fundo do coração , com medo de sair e encarar o adulto que hoje vive. Sigamos em frente meus amigos! Que o Jardim das Emoções seja amanhã, a árvore que deu frutos e a flor que desabrochou!
Assim, me despeço em gratidão! Este amigo que sempre está por perto de vocês e que sente muitas saudades,
Alan Kardec Preda.
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