Evolução dos Mundos

 

Evolução dos Mundos

...“mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e de provas, em que o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta;” (Evangelho 2º Espiritismo, cap.3, item 4).

É comumente conhecido pelos estudiosos da Doutrina do Espíritos que um ser criado por Deus, quando chega ao estágio de humanidade, inicia uma nova caminhada por diversos moradas da casa chamada Universo.

E como todo início há dificuldades maiores pela precariedade de sua realidade. Assim, temos os mundos primitivos, em que essas almas ainda infantis, encarnam para os primeiros aprendizados humanos. Vivem muitas vezes em curtas existências para aos poucos galgarem experiências suficientes para o segundo estágio, que são os mundos de provas e expiações, a qual hoje ainda a Terra estagia, embora já em transição.

Nesses mundos, Kardec nos deixa claro que o mal predomina sobre o bem, principalmente em seus primeiros momentos. É claro que, quanto mais próximo da regeneração, que é o próximo estágio da Terra, essa proporção de maldade é inversamente proporcional, e o bem começa a ganhar terreno para finalmente se tornar o pensamento e a atitude majoritária naquele orbe.

É aí que nos encontramos hoje. A Terra passa por esse processo em que o bem começa a ganhar mais terreno do que a maldade. No entanto, é aí que as forças de ignorância da bondade se acendem e tentam não mais perder o terreno. É aí que elas se mostram sem se esconderem nas sombras. É aí que são descobertas em toda a sua leviandade! É aí que seus planos ficam claros e expostos!

Tal processo é necessário! É educativo! É quando a maldade se mostra nua e crua que os seres que avançam têm a real noção de suas escolhas. Mesmo que ainda estejam divididos, poderão exercitar o seu livre-arbítrio para escolher o caminho correto, que muitas vezes é difícil, dependendo de sua realidade que o rodeia.

Estar vivendo este momento ímpar da evolução terrena, pode significar, se bem aproveitado, um salto evolutivo das coletividades e individualidades. Basta que nos lembremos do conselho do Mestre de que “um ato de amor cobre uma multidão de pecados” para compreender o peso de nossas escolhas.

E quando nos referimos de amor, não é aquele amor mundano, romântico, mas o amor pela justiça, pelo bem-estar de todos, próximos ou distantes. O amor pela igualdade, pela fraternidade e liberdade de todos os povos e não apenas dos privilegiados pela cor, credo, posição social. Liberdade e igualdade para os que choram, para os que tem fome e sede no viver, para os desabrigados, para os doentes, para os que se arrependem, para os que erram e querem acertar. Para os que precisam recomeçar!

Estamos exatamente aí, nessa marca evolutiva. Saindo da dor para o bálsamo da bonança. Saindo daquele último esforço, último “sprint” de uma longa corrida ou nado em águas bravias, última remada depois de léguas de distância para assim, ao chegar nessa linha “final” , possamos respirar, descansar, avaliar todo esforço feito, e gozar de orgulho sobre o que acabamos de realizar. Lamentando ainda, os que ficaram para trás, mas já pensando num futuro reencontro.

Estaremos logo ali repousando alguns momentos, mas já planejando os novos passos para continuar em frente, agora com menos dores e dificuldades, mais paz de consciência e é claro, sabendo que ainda temos muito o que realizar!

Jesair

 

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