Siga as suas emoções

 

Siga as suas emoções

A cada dia quando acordamos, passamos por um processo de harmonização com o nosso corpo, com a nossa vida. É como se fosse uma nova encarnação, embora com maior consciência à medida em que vamos envelhecendo.

Temos gradualmente a vantagem de estarmos conscientes do mundo a nossa volta através de nossos sentidos e consequentemente da maturação das nossas emoções.

Quando nos tornamos adultos, nos aproximamos da consciência quase absoluta, ou pelo menos de acordo com nossas capacidades de absorção pelo que sentimos. 

Infelizmente ao longo do último século, a humanidade confundiu um pouco o papel de cada emoção. Criou-se um imaginário de que há emoções boas e outras ruins, ou “menos” boas…

Aquelas emoções como alegria, coragem são sempre positivas, já emoções como a tristeza, medo, ressentimento, raiva são emoções que perturbam uma pretensa harmonia.

Cada emoção tem sua função e sua regulação. Todas são importantes, e se desreguladas, podem atrapalhar. Suprimi-las, combatê-las, negá-las é o mesmo que negar a si mesmo. 

É necessário deixar com que elas se manifestem em verdade, e com o passar do tempo, passemos a regulá-las com bom senso. A raiva tem sua importância para que possamos lutar pelos direitos pessoais e coletivos, o medo nos protege dos perigos internos e externos, a alegria nos motiva a seguir em frente com otimismo, a tristeza nos faz parar para refletir, pensar em novas formas de ver o mundo e agir sobre ele, a coragem nos faz ir além com confiança! 

Entretanto, essas mesmas emoções podem nos prejudicar quando estão presentes além do necessário. A raiva pode fazer com que optemos pela violência, a alegria pode iludir os sentidos e nos deixar em perigo ou insensíveis ao sofrimento alheio e próximo. O medo pode nos paralisar quando precisamos agir, assim como a tristeza pode nos deixar num estado de apatia e depressão. 

Não são as emoções que nos comandam, mas nós mesmos! É preciso confiar e segui-las, mas com a necessária atenção para que elas nos sirvam, e não nós, sirvamos a elas.

Uma tarefa árdua em alguns momentos, e prazerosa em outros. Conquanto certamente, possível de se realizar!

Jesair

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